O segredo que quase me custou a carreira
Precisei de 15 anos, um diagnóstico duro e muita terapia para entender que meu cérebro não está quebrado.
Ele só funciona diferente — e isso virou a base de tudo o que construí em automação, DevOps e IA.
Durante muito tempo eu achei que tinha um defeito de fábrica.
Eu aprendia coisas mais rápido que a média, resolvia problemas complexos, montava sistemas inteiros na cabeça…
Mas, ao mesmo tempo, eu não conseguia permanecer nos empregos.
Feedbacks se repetiam em loop:
- “Você é muito bom no que faz, mas…”
- “Sua escrita precisa melhorar.”
- “Você precisa se organizar melhor.”
- “Você fala bem, mas parece que não acompanha o ritmo.”
E por trás desses “mas” veio aquilo que está escrito, preto no branco, nos meus laudos médicos:
impacto nas atividades laborativas, dificuldade de permanência em empregos, sobrecarga mental, barreiras de comunicação e incapacidade laborativa por tempo indeterminado.
Ler isso dói.
Porque, por trás do profissional, tem um ser humano que tenta de verdade dar o melhor de si.
O lado que ninguém vê
Na infância, eu desmontava coisas, tinha hiperfoco em desenhos específicos, inventava mundos, personagens, brincadeiras.
Mais tarde, esse mesmo hiperfoco virou tecnologia, automação, inteligência artificial.
Eu não aprendo “um pouco” das coisas.
Eu mergulho.
Em 4 meses, eu absorvi cultura DevOps e curadoria de conteúdo técnico o suficiente para sustentar, por 24 meses, uma infraestrutura com custo anual de R$ 2.750, mantendo tudo rodando 100%.
Depois, fui para Oracle Cloud — hoje, a operação está estável, otimizada e com retorno sobre investimento de 100%.
Sim, 100%.
Você deve estar pensando: “impossível”.
Pois é. Eu explicaria os detalhes… mas isso eu prefiro guardar para quando você me chamar para o seu time.
A parte difícil ninguém quer romantizar
Meu médico disse algumas verdades que doem, mas que eu precisava ouvir.
Ele escreveu, de forma técnica, aquilo que eu sempre senti na pele:
- a inocência e a sinceridade são, ao mesmo tempo, meus pontos fortes e meus pontos fracos
- eu tenho dificuldade para dizer “não”
- eu me sobrecarrego tentando agradar, tentando dar conta de tudo
- lidar com várias tarefas simultâneas, negociar por escrito e verbalmente, colocar limites — tudo isso é difícil pra mim, mas é justamente o que eu preciso desenvolver para crescer
Eu estou em plena ascensão dessa habilidade.
Estou aprendendo a negociar, a priorizar, a me comunicar melhor por escrito, a colocar limites.
Mas eu seria desonesto se dissesse que é fácil. Não é.
“Ninguém me entende”… ou eu que não sei me explicar?
Essa é a pergunta que me perseguiu por anos.
Porque quem conversa comigo sempre diz:
- “Nossa, você fala tão bem.”
- “Você explica as coisas de um jeito simples.”
- “Você se comunica com rapidez, entende contexto.”
E é verdade. Verbalmente, eu me viro muito bem.
Mas existe um mecanismo interno — que eu mesmo ainda estou aprendendo a entender — que faz com que o esforço para manter essa comunicação pareça uma atuação constante.
O nome técnico disso é masking:
é quando a pessoa neurodivergente veste uma espécie de “máscara social” para ser aceita, para caber nos padrões, para não causar estranhamento.
De fora, parece tudo bem.
Por dentro, o custo é alto.
O segredo que eu demorei 40 anos para entender
Eu sou PCD.
Sou neurodivergente: TDAH, TEA e Dislexia.
Isso está nos meus laudos, nas palavras da neurologista e do psicólogo.
Mas, mais do que no papel, isso está na forma como meu cérebro funciona.
É isso que explica:
- o hiperfoco em automação com inteligência artificial
- a capacidade de ver sistemas onde outros veem só tarefas soltas
- a obsessão por organizar processos, fluxos, infraestrutura
- a facilidade para aprender tecnologias novas e conectar pontos que outros departamentos nunca conversam entre si
Isso também explica:
- a dificuldade em permanecer em ambientes que não acolhem diferenças
- o desgaste em cenários com comunicação pouco clara
- o cansaço de ter que “mascarar” o tempo todo para ser aceito
A neurodiversidade não é só um detalhe da minha vida pessoal.
Ela é o motor silencioso de tudo que construí.
O que eu faço, na prática
Hoje, eu direciono esse cérebro inquieto e hiperfocado para três caminhos principais:
- Product Design + IA Generativa
Criação de experiências digitais que realmente convertem, conectadas com agentes inteligentes (LLMs) e fluxos automatizados. - Automação de Elite (n8n, integrações e orquestração)
Criação de fluxos que economizam centenas de horas, reduzem retrabalho e aumentam o ROI de operações que já faturam. - Infraestrutura & DevOps em ambiente de baixo custo e alta eficiência
Arquiteturas enxutas, sustentáveis, com monitoramento, escalabilidade e custo anual controlado — incluindo experiências com Docker Swarm e Oracle Cloud.
Para quem eu escrevo isso
Se você é tomador de decisão — lidera produto, operação, tecnologia ou é dono de negócio — e sente que:
- sua empresa depende demais de processos manuais
- o time vive apagando incêndio em vez de construir o futuro
- tem dados, sistemas e ferramentas que não “conversam” entre si
- você suspeita que poderia ter o dobro de resultado com o mesmo time, se tudo fosse melhor orquestrado
então talvez a minha forma diferente de pensar seja exatamente o que está faltando no seu time.
Se quiser conversar sem compromisso
Não tenho pitch enlatado.
Não vou te empurrar uma solução pronta.
O que eu ofereço é um cérebro que funciona em hiperfoco, uma história de vida marcada por resiliência e um conjunto de skills construído na prática, errando, ajustando, automatizando e otimizando sistemas reais.
Se você leu até aqui e sentiu que isso faz sentido para a sua realidade, me chama no WhatsApp:
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Talvez o “defeito de fábrica” que quase me tirou do mercado seja exatamente o diferencial que vai destravar a próxima fase da sua operação.
Currículos & Perfil (Target)
- LinkedIn Profissional:linkedin.com/in/guilhermepuentes
- CV Foco UX & Product Design:link.online.des.br/cv-ux-pd
- CV Foco DevOps, IA & Automações:link.online.des.br/cv-ia-devops